quarta-feira, 10 de agosto de 2011
DEUSES NA BÍBLIA (2° PARTE)
Camos: significa "subjugador ou dominador".Divindade nacional dos Moabitas.O culto a esse deus foi introduzido em Jerusalém por Salomão e abolido pelo rei Josias,de Judá.É identificado com Baal-Peor,Baal-Zebube,Marte e Saturno,(ás vezes aparece Quemos)(Jz 11:24, I Rs 11:7,33;II Rs 23:13).
Dagom: significa "peixe".Um deus filisteu da fertilidade,talves pelo fato do nome proceder de uma raiz primitiva Dagah,como o significado de "multiplicar,aumentar".Era representado com o rosto e com mãos de um homem e a cauda de um peixe.(Sm 5:2-4,Jz 16:23;I Cr 10:10).
Diana: no latim significa "luminosa,luz completa".Nome latino de uma das principais deusas dos Gregos e Romanos,seu nome grego é Artemis, que segundo a bíblia,a deusa de Éfeso,ou Diana.Na Grécia continental a deusa da natureza,a senhora dos animais era venerada não só nas cidades,mas também e sobretudo na regiões selvagens e montanhas,na Arcádia,em Esparta,na Lacônia.O mais grande dos santuários era em Éfeso,onde o culto de Ártemis-Diana.Era também considerada como a deusa da lua,divindade tutelar dos campos,dos bosques,e de todos os fenômenos vitais que se supunham influenciados pela lua(At 19:27,34,35).
Mercúrio: do latim significa " mercadoria,comerciar".Divindade mitológica dos Romanos equivalente ao Hermes Grego(At 14:12).Era o mensageiro e interprete dos deuses.Segundo Junito Brandão:"A grande tarefa de Hermes...consistia em ser interprete da vontade dos deuses".Ele estava sobre tudo ao serviço de Jupiter (Zeus),a quem acompanhava.A mitologia lhe atribui grande agilidade e eloquência e o considerava como inventor das letras,das musicas e de outras artes.Os habitantes de Listra consideravam a Paulo e Barnabé como deuses pelo fato deles haverem curado o homem aleijado,"paralitico desde o nascimento".Como Paulo era o que falava eles o chamavam de Mercúrio e a Barnabé de Jupiter (At 14:12).
Merodaque: significa "senhor dos deuses ou vossa rebelião".Divindade principal ou patronal da Babilônia na época de Nabucodonosor.(Jr 50:2)
Milcon: significa "rei".Um deus dos Amonitas e Fenícios a quem alguns Israelitas sacrificaram seus filhos no vale de Hinom.( I Rs 11:5,33; II Rs 23:13;Sf 1:5).
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
DEUSES NA BÍBLIA (1° PARTE)
DEUSES NA BÍBLIA
A bíblia registra várias divindades no Antigo testamento adorada por povos estrangeiros,ou seja não hebreu.Povos como os Assírios,os Babilônios e os Egípicios tinham cada um deles,seu Panteão de deuses.
Alguns povos influenciaram o culto religioso Hebreu como:Cananeus,Amonitas,Moabitas e etc...
Já no Novo Testamento temos a presença de outros povos igualmente politeístas como:Gregos e os Romanos que cultuavam diversas divindades mitólogicas.
A adoração era tão forte que confundiram Paulo com Mercúrio e Barnabé com Jupiter,deuses da mitologia romana(At.14:8-13)
confira os nomes desses deuses:
Adrameleque: significa "Adar é rei".Um deus de Safarvaim,na mesopotâmia ( 2Rs 17:31).
Anameleque: significa "imagem do rei".Um deus de Safarvaim,na mesopotâmia ( 2Rs 17:31).
Asima:significa "culpabilidade ou eu tornarei desolado".Um deus de Hamate (Síria) 2 Rs 17:30.
Astarote,Astarte ou Asterote: significa "estrela ou "Ashar" significa "ser ou torna-se rico" ou "riqueza".Deusa falsa da religião cananita geralmente associada a fertilidade.Era adorada pelos Sidônios.( Jz 2:13, 10:6, ISm 7:4,31:10,I Rs 11:5,33, II Rs 23:13).
Baal:significa "senhor,proprietário,marido.Deus supremo dos fenícios e dos cananeus.Foi adorado pelos hebreus,apóstatas,principalmente na época do rei Acabe e sua mulher Jezabel,sacerdotisa de Baal.
(I Rs 18:21,II Rs 17:16,Jr 7:9,19:5,32:35).
Baalins: plural de Baal.(Jz 2:11,3:7,10:6,I Rs 18:18,II Cr 28:2).
Baal-Berite:significa "senhor da aliança".Um deus dos filisteus.(Jz 8:33,9:46).
Baal-Zebube:significa "senhor das moscas".Um deus dos filisteus adorado em Ecrom,cidade dos Filisteus IIRs 1:2,16)
Bel: forma contracta de Baal significa "senhor".Segundo outros Bel ( em acádio Belu,relacionado com Ba`al "senhor"),finalmente identificado com Marduk,é a principal divindade Babilônica (Jr 51:44).
Era um deus solar,a cujos os raios se atribuía a renovação da natureza na primavera,a época em que se celebravam a suas festas (Jr 50:2).
Bezerro de ouro:Réplica do Boi àpis,divindade egípicia.Foi construido por Aarão e adorado pelos Hebreus enquanto Moisés estava no monte Sinai.Posteriormente foi adorado pelas tribos do Norte na época de Jeroboão I,quando da divisão do reino após a morte de Salomão.(II Cr 11,Êx 32:8,Dt 9:16,Ne 9:18,Sl 106:19,At 7:40.41)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
"Lendo e Gostando"
Inicia-se com Gênesis (Hebraico Bereshit, que significa princípío), e pode ser resumido de certa forma, em como se deu a criação do mundo e todas as coisas por Deus. E que o homem tem em essência algo de divino semelhante a Deus, por isto não deve se comportar igual os animais e por isto deve buscar a evolução através da compreensão de todas as coisas. No meio, vem descrevendo as várias gerações até chegarem nos patriarcas da religião judaica, Abrahão, Isaac e Jacob, a reconsideração divina (sobre a destruição da Terra) devido aos méritos morais de poucos homens, e a felicidade de Deus em gerar vários descendentes destes grandes homens para de certa forma triunfarem e serem responsáveis por servir de norte para toda a humanidade em todas as áreas (Religiosa, Comercial, Moral, Legislativa, Ciências, etc..). Por fim, demonstra as doze tribos dos filhos de Jacob, que irão gerar os descendentes do povo judeu (hebreu), e as especialidades de cada tribo (comerciantes, guerreiros, religiosos, estudiosos, etc..) conforme a vontade de Deus.Finaliza-se narrando a morte de José, filho de Jacob, ambos líderes do povo judaico.
O Segundo Livro é o Exodo (Grego, saída) e pode ser resumido de certa forma, como o início do reforço da identidade judaica dos hebreus (judeus), ainda no Egito (cerca de 5.000 anos atrás). Narra o nascimento de Moisés que foi vendido pelos irmãos que tinham inveja dele devido aos seus sonhos proféticos. Foi criado por uma Egípcia sem contudo esquecer-se de sua identidade judaica e de seus objetivos. Devido a grande inteligência e o caráter evidente de profecia (que sempre se concretizavam), tornou-se conselheiro pressoal do Faraó. Deus transforma Moisés em seu interlocutor direto com os Judeus, e dá instruções sobre a festa de Páscoa (Pêssach) e o início do calendário judaico de caráter perpétuo entre os judeus. É passada a lembrança do dia do sábado (Shabat), e os mandamentos. Existem outras mais detalhadas, como a construção do tabernáculo, da arca da aliança, das roupas dos sacerdotes. Em resumo do resumo contém toda a vida dos judeus sob a liderança de Moisés no deserto. Termina com a descrição de uma sociedade judaica mais organizada e definida e vários mandamentos que são respeitados até a atualidade.
O Terceiro Livro é o Levitício (Vayicrá, e chamou em hebraico) Pode ser de certa forma resumido como sendo considerado o Livro dos sacerdotes, ou seja, contém várias instruções, para as tribos judaicas responsáveis pelos serviços religiosos, sacrifícios de animais, ofertas de agradecimento. Contém vários preceitos regligiosos judaicos, não só para os judeus encarregados dos serviços religiosos, mas todos os judeus em sentido amplo. Demonstra que os judeus precisam doar o melhor de si (de suas posses e de seu interior) para Deus em primeiro lugar.Contém as sete calamidades ou castigos divinos caso os judeus violarem o pacto feito por Deus com os patriarcas devido aos seus méritos morais. Contém algumas Leis sobre dízimo, caridade (tsedaca) para que as doações e ajudas não sejam feitas por hipocrisia, nem para humilhar os pobres, entre outras recomendações. Contém vários preceitos judaicos, assim como todos os outros livros.
O quarto Livro é Números (Cumash Hapecudim, Livro dos Sensos em Hebraico). Inicia-se com a contagem de todos integrantes das tribos judaicas unidas, conforme seus pais e ancestrais. Pode ser resumido de certa forma da maneira como se passaram vários anos no deserto (Exodo) pelo povo judeu liderado por Moisés.Conta o começo da insatisfação do povojudeu, que estava vacilando em acreditar que realmente Moisés tinha atributos divinos ou que era mesmo para ser líder do povo judeu. Mostra o início da marcha efetiva para a posse da terra prometida por Deus, e o desafio dos povos que não deixava os israelitas passar nem mesmo pacificamente e os vários acampamentos até chegar terra prometida e as primeiras guerras. É feito um novo censo. Moisés revela novas Leis Penais reveladas por Deus e Leis de Sucessões entre descendentes e as heranças.
O quinto Livro, é o Deuteronômio, (Devarim, significa Palavras em hebraico). Pode ser considerada de certa forma como uma espécie de resumo de tudo que ocorreu. Muitos atribuem a outros, já que a escrita é feita depois da morte de Moisés (pela forma como está escrita). Inicia-se como "Estas são as palavras que falou Moisés a todo Israel, de além do Jordão...". Prescreve como os Israelitas (judeus) devem habitar a terra prometida, após vencerem e conquistarem a terra. Termina dizendo que nenhum profeta como Moisés irá se levantar devido aos sinais enviados por Deus ao Egito, a mão forte como guiou os israelitas e tudo que fez por Israel.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens? (Gn 6:2)
Noé foi um grande Evangelista de sua época,existe muita polêmica em torno do dilúvio,se foi parcial ou tomou toda a face da terra,os grandes teólogos tentam beber do poço da conjectura tentando descobrir o que realmente aconteceu.
Mais uma questão é levantada no mesmo capítulo de Gênesis (6:2),quem são esses filhos de Deus e as filhas dos homens?
Existem 3 hipóteses:
1°-Que os filhos de Deus seriam anjos caídos (demônios) que tiveram relações sexuais com as filhas do homem (mulheres -ser humano),mais essa teoria foi demolida pelo próprio Jesus que disse que os anjos são assexuados,ou seja não possuem sexo (Mt 22:30).
2°-Que os filhos de Deus seriam Homens Poderosos da época que fizeram os primeiros haréns e mantinham relações sexuais com varias mulheres.
3°-Que os filhos de Deus seriam da genealogia de Sete (Filho de Adão),e as filhas dos homens seriam da genealogia de Caim,essa hipótese foi concebida porque em Gênesis destaca muito as duas genealogias,os teólogos sugerem que Deus queria preservar a genealogia de Sete,que aparentemente foi misturada com a genealogia de Caim.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
ISRAEL,JUDÉIA OU PALESTINA? (2° Parte Final)
A região localizada em torno de Jerusalém, onde se estabeleceram os judeus ao voltar do exílio, foi nomeada Yehudah — traduzido por Iudaia nos Setenta —, por referência ao antigo reino de Judá. No fim do período persa, entre 360 e 331, as moedas de prata emitidas pelo governo da província da Judéia trazem a legenda YHD, Yehud na escrita aramaica antiga[3]. Na época selêucida, a Judéia designa o território habitado pelo ethnos tôn Iudaiôn , a nação dos judeus. Após a expansão do território hasmoneu, a palavra Judéia toma também sentido amplo, incluindo além da Judéia propriamente dita outras regiões, em especial a Samaria e a Galiléia. Essa segunda acepção é testemunhada, por exemplo, por Estrabão: “O país do interior, situado além da costa fenícia, até a fronteira da Arábia, entre Gaza e o Anti-Líbano, chama-se Judéia” (Geografia, XVI, 2,21). O termo designa então o conjunto das regiões habitadas majoritariamente pelos judeus. Na nomenclatura oficial da administração romana, essa acepção ampla será retida para designar a província romana da Judéia. Plínio e Flávio Josefo[4] utilizam a palavra em suas duas acepções. Contudo, na Mishnah, a Judéia, tomada no sentido estrito do termo, constitui com a Transjordânia e a Galiléia um conjunto tripartido mencionado com freqüência[5].
Quando Ezequiel anuncia o retorno dos exilados ao país de seus pais, chama esse país “terra de Israel”. Ali, o povo e seu Deus serão reunidos[6]. Assim, em sua acepção territorial, Israel não se opõe mais a Judá como o reino do norte ao reino do sul. No decorrer de sua história, o nome conserva em geral essa conotação particular — uma terra dada por Deus a seu povo — e se opõe ao país do exílio ou ao das nações estrangeiras. Gravando sobre suas moedas o termo “Israel” e não “Judéia”, os rebelados da primeira e da segunda guerras judaicas fazem mais que declarar a independência de seu território; escolhendo esse termo, afirmam-se como herdeiros da terra ancestral e sagrada. Conforme a regra de que “todo mandamento que é dependente do país só pode se aplicar no país” (Qiddushin, 1,9), quando a Mishnah pergunta sobre os limites no interior dos quais se aplicam as prescrições do Levítico referentes ao ano sabático(Sheviit, 6,1), ou as dos Números sobre o imposto sobre a pasta do pão (Halla,4,8), a Mishnah estabelece que só se aplicam na ‘Erets Israel. No entanto é preciso compreender que se trata aqui de um território de fronteiras sem relação com nenhuma realidade histórica. Enquanto essa designação é atestada com muita freqüência nos escritos rabínicos, é significativo constatar que o termo “Palestina”, ao contrário, raramente é encontrado.
Esses três nomes atestam que o território habitado pelos judeus, mas constituído de regiões tão díspares como a Judéia propriamente dita, a faixa costeira, a Galiléia e a Peréia, foi percebido como formando um conjunto próprio, distinto não só dos países vizinhos mas também das comunidades judaicas da diáspora. É, portanto, suscetível ser um dos referentes sobre os quais se funda o sentimento de pertença a uma mesma comunidade. Contudo, esses três nomes remetem a três percepções muito diferentes de uma mesma realidade. “Palestina” é o nome dado pelos estrangeiros à comunidade judaica. Embora consagrado pela tradição historiográfica — que opõe correntemente o judaísmopalestino ao da diáspora —, não dá conta da relação da comunidade judaica com seu território durante o período do segundo Templo. Tratando-se de uma pesquisa sobre a identidade judaica, essa primeira designação está, por assim dizer, fora do jogo. “Judéia” é empregado tanto na linguagem corrente como na nomenclatura oficial, em hebraico e também em aramaico, em grego e em latim. Sem dúvida, o termo é ambíguo, na medida em que é utilizado tanto em sentido restrito como amplo. Ao menos é empregado tanto pelos próprios judeus como pela administração romana. Quanto a “Israel”, trata-se de uma denominação própria dos judeus, não utilizada pelos estrangeiros. Por oposição ao país das nações, Israel designa a terra onde o povo mantém relações privilegiadas com seu Deus. Longe de ser equivalentes, esses dois termos implicam, cada um, uma visão judaica específica do território judaico: mais política e administrativa no caso da Judéia, mais simbólica no caso de Israel.
[1] Sobre o conjunto dos nomes dados à Palestina: Abel 1933, I, pp. 3 10-332. Sobre a oposição entre “Judéia” e “Palestina”: Feldman 1990, pp. 1-23. A moeda de Naplusa: Rosenberger, III, 1977, p. 6. A moeda da Judéia cativa: Rappaport 1984, p. 51, gravura IV,6. A tetradracma da segunda guerra judaica: Mildenberg 1984, pp. 123-125.
[2] Segundo Flávio Josefo, Antiguidades, VIII, 262; Contra Ápio, 1, 168 ss., esses sírios da Palestina são exatamente os judeus: ver Stern 1976 (onde se encontrará um comentário magistral de todos os outros textos gregos e romanos aqui citados), I, pp. 2-4. a IV, 6.
[3] Sobre essa cunhagem de moeda da província de Judéia: Mildenberg 1979, pp.183-196.
[4] Plinio, História naturalis, V,70; Flávio Josefo, Guerra, III, 5 1-55 (a Judéia propriamente dita); III, 143, 409 (a Judéia em sentido amplo).
[2] Segundo Flávio Josefo, Antiguidades, VIII, 262; Contra Ápio, 1, 168 ss., esses sírios da Palestina são exatamente os judeus: ver Stern 1976 (onde se encontrará um comentário magistral de todos os outros textos gregos e romanos aqui citados), I, pp. 2-
[3] Sobre essa cunhagem de moeda da província de Judéia: Mildenberg 1979, pp.183-196.
[4] Plinio, História naturalis, V,70; Flávio Josefo, Guerra, III, 5 1-55 (a Judéia propriamente dita); III, 143, 409 (a Judéia em sentido amplo).
[5] Assim Mishnali, Cheviit, 9, 2; Ketubbot, 13, 9; Babba Batra, 3, 2.
[6] ‘Erets Israel. Sobre uma análise semântica do vocabulário da “terra” (‘admat Israel e‘erets Israel) em Ezequiel, ver Keller 1975, pp.481-490.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
ISRAEL,JUDÉIA OU PALESTINA? (1° Parte)
Disparidades regionais e flutuações históricas que exprimem em particular a multiplicidade dos nomes dados a esse território polimorfo, quer seja descrito do exterior por observadores como Heródoto, por geógrafos como Estrabão, por naturalistas como Plínio, o Velho, quer designado do interior por uma administração estrangeira — lágida, selêucida ou romana — ou pelos próprios judeus, o uso corrente, assim como a nomenclatura oficial, apresenta uma diversidade desconcertante.
De todas essas denominações, reterei apenas três, que atestam as legendas de três moedas. A primeira é um grande bronze posto em circulação em Naplusa, em 159-160. Na frente, o busto de Antonino, o Piedoso; no verso, um templo no cimo do monte Garizim, acompanhado da legenda grega Neapoleôs Syrias Palaistinês. A segunda moeda é um sestércio de bronze, datado de 71, com o busto de Vespasiano na frente; no verso, uma palmeira, ladeada pelo imperador à esquerda e por uma mulher judia cativa à direita, está rodeada pela legenda: Judaea capta. A terceira é uma tetradracma da segunda guerra judaica. Na frente, a fachada tetrastilo do Templo de Jerusalém; no verso, olulav e o etrog, que fazem referência à festa de Sukkot, estão circundados pela legenda, em escrita paleo-hebraica: “Ano 1 da redenção de Israel”. Três moedas, portanto três denominações diferentes: Palestina, Judéia, Israel[1].
Literalmente, Palaistinê é o nome grego que designa o país dos filisteus. Em um comentário sobre a tábua dos povos de Génesis 10, que enumera as diversas regiões do mundo ocupadas pelos filhos de Noé, Flávio Josefo diz que Filistinos, um dos descendentes de Cam, é o único que se instalou em um país que leva o nome de seu fundador: “Com efeito”, escreve, “os gregos chamamPalestina à parte que lhe coube” (Antiguidades, 1, 136). Já no testemunho de Heródoto (Histórias, VII, 89), Palestina é o nome dado à parte da Síria onde habitam os fenícios, e a toda a costa até o Egito. Igualmente, o geógrafo Pompônio Mela (Chorographia I, 11, 63) e Plinio, o Velho (História natural, V, 69), designam assim a faixa costeira que se estende da Fenícia ao Egito. Mas tomado em uma segunda acepção, igualmente atestado por Heródoto, o termo estende-se a toda a região que está atrás, e então compreende o conjunto da Síria meridional: “Os fenícios e os sírios da Palestina reconhecem, eles próprios, ter aprendido dos egípcios o costume da circuncisão” (Histórias, II, 104, 3)[2].Aristóteles admira-se com as fábulas que contam sobre um lago da Palestina onde flutuam na superficie todos os corpos de homens ou animais que nele são mergulhados, e que é tão salgado que nenhum peixe pode viver ali(Meteorológicos II, 359 a ). A região habitada por “uma parte não desprezível da nação muito populosa ágida, dos judeus”, e muito especialmente pelos essênios, é chamada “Síria Palestina” por Filon de Alexandria (Probus, 75). Mas só depois de 135 o nome oficial da província romana da Judéia será substituído por “Síria Palestina” ou ‘Palestina”. Esse nome, que não é atestado nem nos Setenta nem na literatura apocaliptica judaica nem no Novo Testamento, só raramente é encontrado nos escritos rabínicos.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
"Vale apena Adquirir" - HISTÓRIA DOS HEBREUS (Flávio Josefo)
HISTÓRIA DOS HEBREUS (Flávio Josefo)
Em História dos Hebreus o autor escreve com detalhes os grandes movimentos históricos judaicos e romanos. Qualquer estudante da Bíblia terá em Flávio Josefo descrições minuciosas de personagens do Novo Testamento (Evangelhos e Atos), tais como: Pilatos, os Agripas, os Herodes e inúmeros outros pormenores do mundo greco-romano, tornando esta obra, depois da Bíblia, a maior fonte de informação sobre o povo Judeu.
- Título
- História dos Hebreus
- ISBN
- 8526306413
- Páginas
- 1568
- Tipo de capa
- ENCAD. C/ SOBRECAPA
- Editora
- Cpad
- Idioma
- Português
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